segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Família


"Durante o dia, o hospital é um labirinto de corredores angulosos, com um borrão de branco fluorescente pairando sobre nossas cabeças" - Khaled Hosseini - Esta é uma excelente definição do ambiente de um grande hospital. Durante estes 20 dias, já conheci quase todas as alas e existem algumas em que realmente não me sinto muito a vontade (a unidade coronariana, por exemplo).

Como já citei anteriormente, os dias passam arrastados e as novidades, na grande maioria, referem-se à entrada ou saída de pacientes ou a algum caso contado pelas enfermeiras. Hoje em especial houve uma movimentação grande com a liberação de quartos que estavam com dois pacientes cada. Camas e cadeiras nos corredores, limpeza geral dos quartos, retirada de roupas de cama, uma grande confusão organizada.

Pois é, um hospital funciona assim: uma grande confusão organizada de uma forma que a gente leva um tempo para compreender (quando consegue!). Mas ela está lá, presente, implacável.

Na definição geral sou o Homem Bomba, aquele que não aparenta nenhum perigo mas que pode gerar um grande tumulto a qualquer momento. Assim, minha familia tem se desdobrado para manter sempre alguém comigo. Além da Andréa, minha mãe e irmã se deslocaram de BH para ficar comigo um final de semana cada.

Como meu quadro tem se mantido estável, resolvi falar um pouco sobre meus acompanhantes. Alguém já viu a mãe roncando estrondosamente no meio da madrugada? Alguém já viu a irmã babando num sofá no meio da tarde? É surreal! É inexplicável a vontade (sempre contida, claro) de cair na gargalhada. Naturalmente, eu tirei algumas fotos e gravei alguns pequenos vídeos, mas para minha própria segurança, isso ficará guardado a setecentas chaves.

Mas tenho que reconhecer o esforço de todos. Não só pelo fato de terem se deslocado de BH para Vitória, mas também por terem me aguentado durante três dias. Mas família é isso e eu posso me considerar afortunado.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

O coração

Ultimamente os dias têm passado de forma arrastada. Apesar de poder caminhar pelo hospital, estou terminantemente proibido de entrar em contato com outros pacientes.

Tenho lido muito, dormido muito, assistido televisão e filmes no notebook, tirado algumas fotos. Mesmo assim, tem dias que é difícil aguentar.

Na manhã do dia 25 um paciente que era meu vizinho de quarto teve complicações e faleceu. Tudo muito rapidamente. O clima na ala inteira ficou pesado. Sempre que passo pelo quarto vazio, é impossível não vizualizar a imagem daquele senhor ali deitado.

Tirando isso, tudo está caminhando bem. O tratamento tem surtido os efeitos esperados e regularmente passo por exames para confirmar este prognóstico. As caminhadas mais longas têm exigido um pouco mais de mim, mas é muito bom pegar um pouco de Sol e ar fresco.

Como é um coração

Para aqueles que nao tem idéia do que eu tenho, segue uma "foto" do meu coração onde aparece bem nítida a tal "vegetação de bactérias".

Terminologias: AE-Átrio Esquerdo / AD-Átrio Direito / VE-Ventrículo Esquerdo / VD-Ventrículo Direito



"Blog também é cultura"

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

É tempo de Natal


O Natal foi maravilhoso. Conseguimos reunir todo mundo e fizemos uma pequena celebração no quarto do hospital. Tudo muito simples, na base do pratinho de festa e copinho descartável, mas muito, muito alegre. As meninas riram muito das histórias que eu contei, Andréa preparou tudo com muito carinho e cuidado e eu tive a oportunidade de curtir um Natal especial.

Decidimos dar um bombom para cada enfermeira, cada médico, os acompanhantes de pacientes e até mesmo para as crianças que estão internadas. Passei a noite de Natal com os bolsos da bermuda cheios de Serenata de Amor entregando um para cada pessoa que encontrava. Foi a forma que achamos de partilhar e compartilhar alegria.

Lá pelas 21:00h, festa encerrada, Andréa e Mariana para casa. Natália resolveu ficar comigo no hospital. O que posso dizer: "amazing".

Espero de todo coração que todos os meus amigos também tenham tido um Natal especial, cada um do seu jeito.

Ao ver esta foto tomei uma decisão: tenho REALMENTE que cortar o cabelo. A barba está grande porque não posso fazê-la todo dia, já que tenho que evitar cortes e ferimentos a todo custo por causa dos anti-coagulante que tomo diariamente, mas o cabelo está passando da hora. Como vou ficar ainda um bom tempo aqui, talvez eu apele e raspe tudo logo de vez...poupa trabalho!

Se eu decidir isso, vocês serão os primeiros a me ver no novo visual punk.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Sufoco...

Hoje o dia não começou legal. Recebemos a notícia de que minha filha caçula estava passando muito mal com sinusite, bronquite e muita febre. Em segundos, a Andréa decidiu voltar a Guarapari para verificar de perto o que estava havendo e, se fosse o caso, trazer as meninas para Vitória. Isso complicaria um pouco os coisas pois a Andréa terá que se desdobrar entre a Mariana e eu.

Mas criança é um bicho muito esquisito. Quando Andréa chegou em Guarapari, Mariana não tinha mais nada...Vai entender! De qualquer forma, como amanhã é Natal, resolvemos então ficar todos juntos e elas virão para que possamos fazer uma celebração simples aqui no hospital. Depois a gente vê o que faz.

Só que por causa desse susto, minha médica identificou uma variação no rítmo cardíaco e tive que fazer um ecocardiograma às pressas. Mas está tudo bem, foi só a adrenalina do momento.


O bom dessa confusão é que pude apurar uma nova história dentro do hospital. Algumas médicas sempre dão perfumes de presente para as enfermeiras. Uma das enfermeiras então questionou (com toda autoridade): - Será que elas acham que a gente está fedendo? A gente é muito limpinha...

Esse assunto rendeu umas boas gargalhadas, o que me ajudou a aliviar um pouco a pressão e a preocupação com as meninas.

Mas a vida é isso aí, altos e baixos. Aprender a viver adequadamente cada momento é o que faz a diferença.

UM FELIZ NATAL A TODOS.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Conhecendo a vizinhaça

De um modo geral os sábados e domingos são especialmente tediosos. A gente se acostuma a sair de casa, passear pelo parque, ir para a praia, etc e quando tem que ficar imobilizado a sensação de aborrecimento aumenta significativamente.

Apesar de já ter sido liberado para dar passeios curtos na área externa do hospital, não há muito para se ver. O que faz a diferença no cenário é uma fonte, simples, pequena, mas que traz uma sensação muito boa paz e tranquilidade. Uso estes momentos para avaliar o que realmente vale a pena na vida.

Segundo os médicos, meu quadro clínico tem evoluído muito bem, há 10 dias não tenho mais febre, dores ou enjoo. O apetite tem melhorado, apesar da comida do hospital não ajudar muito.

Mas nem tudo são flores: ontem tive que fazer a troca do escalpo (tubo onde o soro é aplicado). Novamente passei por três tentativas, todas muito dolorosas. Nas duas primeiras, realizadas ainda no braço direito, o enfermeiro chegou à conclusão que não havia mais como perfurar o braço pela dificuldade de localizar uma veia apta. O jeito foi mudar de braço.

A felicidade é feita de pequenas coisas....

Na sexta feira recebi um presente que mudou completamente meu humor, e para melhor. Minhas filhas fizeram um quadro que me foi entregue com a recomendação de ficar sempre à vista para que eu lembrasse delas toda hora. E eu segui a recomendação à risca. Todo dia acordo e olho para o quadro e fico mais feliz. Afinal de contas é uma obra de arte sem igual.



quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Flores e Enfermeiras

Desculpem-me os leitores assíduos, mas ontem eu não tinha inspiração para escrever nada. Além disso, não ocorreu nada que merecesse nota, mesmo porque quase não saí do quarto.

Tem dias em que o ânimo da gente está mais baixo que cotação das ações na Bolsa. A foto ao lado mostra os objetos que mais vejo durante o dia, todo dia. Vocês hão de concordar que é muito chato ficar deitado, amarrado ao soro e assistindo Vale a Pena Ver de Novo e Malhação.

Mas hoje é um novo dia, de um novo tempo que começou....(Acho que estou vendo TV demais). Sem trocadilhos, hoje o dia foi especialmente interessante, não que só ocorressem coisas felizes, mas todas foram interessantes.


Primeiro: hoje completo 16 anos de casado. Nossa programação original incluía deixar as crianças com uma babá, jantar em um restaurante, blá, blá, blá.....Mas o destino não quis assim, então tivemos que nos adaptar. Tomamos café da manhã juntos, passeamos pelos corredores, conversamos mais sobre a vida e sobre o futuro e, como não poderia deixar de ser, brigamos um pouquinho também.

Estava tudo perfeito e para ficar ainda melhor eu encomendei um bouquet de rosas brancas e vermelhas. O detalhe (sempre os detalhes) que passou despercebido é que o hospital não permite a entrada de flores e bichos de pelúcia.

As flores ficaram na recepção e o máximo que conseguimos fazer foi bater fotos. Mesmo assim a Andréa ficou muito feliz. E isso é o que importa.

Segundo: hoje tive que trocar o tubo que permite a aplicação do soro. Toda vez que isso acontece eu sofro um bocado pois a agulha é revestida de um plástico áspero. Na primeira tentativa, a Astrogilda errou a veia e a agulha ficou dentro da musculatura do braço. Só de mexer os dedos já doía. Tivemos que tentar novamente. Desta vez a agulha entortou ao tentar furar minha pele. Sério!!! Nem ela acreditou. Depois de muita risada, lá fomos nós de novo. Finalmente deu tudo certo na terceira vez.


Por fim tive uma boa notícia: as enfermeiras do lado negro não querem mais cuidar de mim. Além disso, descobri que mesmo elas tem necessidades como nós. Com certeza existem pacientes que se sentem muito bem com elas.

Com a proximidade do Natal o coração da gente começa a amolecer, mas eu hei de perserverar e manter o equilíbrio da Força.
Já dizia o grande mestre Yoda-Zeppe: "perserverar deve você, lutar necessário será, mas vitória no final virá. Ter paciência deve você e na Força sempre crer. Supremo é o poder da Força".

Ou para aqueles que são poliglotas: "שמור על אמונה והכל יתקיים" ou "有信心,一切将举行"


terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Cada nome....

Hoje o editorial é sobre esportes. Existe um time de futebol em que vários maridos de enfermeiras jogam e cujo nome é levemente sugestivo: o Pinto Murcho.

Quem contou esta estória foi a menina que faz a limpeza dos quartos que estava reclamando do cansaço porque teve que ficar boa parte da noite acordada na festa do Pinto Murcho junto com o marido.

No dia seguinte ela estava limpando o teto e presumi que, em função de estar cansada do Pinto Murcho, ela estava tirando as teias de aranha por conta própria. Acredite se quiser....mas o time existe mesmo.

Tenho feito uma enquete entre as enfermeiras para saber que tem marido ou namorado no time do Pinto Murcho. A maioria não quer nem entrar nos detalhes e muitas não admitem nada.

Hoje fiz outro ecocardiograma e houve pequena redução na vegetação (que agora tem 1cm). Meu estado geral é bem melhor apesar de ainda me sentir muito cansado alguns dias. A continuar neste rítmo, ficarei de molho somente os 30 dias previstos e isso é muito bom.

Ainda estamos pensando como será o Natal longe das meninas e da familia, mas parece que haverá uma pequena festa feita pela equipe médica. Peru, farofa, panetone, rabanada, tender, arroz com passas, refrigereco, está tudo liberado (ou quase, depende da patroa...).


segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Lição de Vida

Neste final de semana tive a oportunidade de conversar com diversas pessoas que estão acompanhando pacientes. Percebe-se então que a doença iguala a todos a uma mesma condiçao de fragilidade e necessidades. Conversas triviais nos corredores tornam-se extremamente importantes para que todos possamos nos sentir amparados, elas afastam a solidam causada pelo isolamento dos quartos. São muitas histórias de vida, de sucessos, de fracassos e arrependimentos, de alegrias e tristezas. Assim é o dia a dia de quem está num hospital.

Mas uma dessas histórias em especial me deixou a pensar sobre a forma como encaro a vida. Num dos quartos próximos ao meu, há um casal de meia idade onde a senhora está em coma vegetativo sem nenhuma condição de recuperação. O marido a acompanha diariamente e auxilia nas tarefas que o hospital não realiza mais para este tipo de paciente. Ele é EXCEPCIONAL. Nunca vi ninguém encarar a vida de forma tão positiva, tão altiva, mesmo diante de adversidade e sacrifícios tão intensos.

"Não faz sentido eu abandonar agora a pessoa que amei a vida inteira. Ela precisa de mim e eu preciso dela. Afinal, amor é isso, não é?"

Ontem passei a tarde pensando a respeito dessa frase. A morte não é o grande mal, o abandono e o desprezo é que tornam a vida miserável.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Quem cuida de quem

Astrogilda e Dionésia - duas enfermeiras do bem que quase sempre me atendem juntas. Elas medem pressão, coletam sangue, me acompanham no eletro, nas radiografias. Muito competentes e atenciosas.

O único problema é que a Astrogilda é meio sadô e adora arrancar os esparadrapos de uma só vez, sem direito a choro. Ela também gosta de introduzir as agulhas intravenosas e acompanhar o sofrimento alheio.

A Dionésia é mais quieta mas não se furta a executar essas tarefas do mesmo jeito.

Não sei porque mas agora elas estão andando com umas touquinhas higiênicas. Acho que é para não serem confundidas com Angelina Jolie e Salma Hayek.

De um modo geral, o atendimento de todos é muito bom (tirando a turma do lado Negro da Força, é claro). O hospital realmente é uma referência em termos de organização, limpeza e estrutura física. No meu corredor tem até um desfribilador que eu pretendo nunca ter que usar.

Não recomendo a ninguém ficar hospitalizado, mas se não houver opção, aqui é bom.

Recentemente surgiu a questão de que talvez eu tenha que passar por uma cirurgia para troca da válvula mitral. Segundo o cirurgião, trata-se de procedimento simples (principalmente porque não é o coração dele!). Mas estou confiante que não será necessário e minha infectologista e meu cardiologista concordam que não é hora para se falar nisso.

Tenho que agradecer a todos os meus amigos que buscaram informações e fizeram contatos com outros médicos, até de outros estados. Os dados que tenho recebido têm sido essenciais para que eu possa manter a tranquilidade.

Valeu mesmo galera! Precisando de mim, estou à disposição depois que tiver alta.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Que a Força esteja com você

Logo na primeira noite já fui entubado (no bom sentido). Soro com antibiótico a cada 6 horas.

A turma de enfermagem aqui é bem variada, mas tem algumas que estão no lado negro da força. Tenho quase certeza que uma delas é um "darth-sith" disfarçado.

Na quarta e quinta a rotina seguiu da mesma forma, exames, troca de soro, noites sem dormir e mal estar em função do antibiótico. Mas a febre e os sintomas desapareceram.

Mas voltando ao assunto principal, as enfermeiras do lado bom da força precisam reavaliar o contingente. Na quinta pela manhã, uma dupla delas veio medir minha pressão e temperatura. No meio da operação olha a conversa de bêbado que rolou:

Enfermeira: E a diurese vai bem?
Eu: ....
Enfermeira: E aí, como vai a diurese?
Aí não teve jeito, e eu respondi: FIlha, não conheço nenhuma diurese.
A companheira dela começou a rir e ela ficou roxa de vergonha, ao mesmo tempo em que tentava me explicar de forma mais simples:
Enfermeira: Já fez xixi hoje?
Eu: Ahhh. Já sim senhora.

Em outra ocasião esta mesma enfermeira me perguntou se eu estava com o Escalpo. Passei a mão na cabeça e disse que sim. Ela não entendeu o gesto e perguntou de novo. Aí eu tive que pedir esclaecimentos aos universitários: que diabos é esse tal de escalpo? Escalpo é o tubo que fica dentro da veia para possibilitar a entrada dos antibióticos. Sim, eu estava com o escalpo e bem visível no braço.

Infelizmente para a pobre, estas histórias estão em todos os corredores do hospital agora.


Se eu não estivesse tão preocupado, o dia da internação poderia ser considerado cômico.

Enquanto aguardava meu destino final (o quarto do hospital), dividi uma sala de repouso com outro casal, cujo homem estava com suspeita de dengue e aguardava pacientemente o resultado dos exames e a finalização da aplicação de 6 litros de soro.

A convivência forçada fez com que iniciássemos uma conversa, no início tímida, mas depois bem aberta. Falamos sobre carchorro, gato, galinha, periquito, papagaio, porco, cavalo, horta, leis de preservação ambiental, desmatamento. As esposas também conversaram sobre cozinha, comida, filhos, netos, unhas, cabelo, e por aí vai.

Resumindo, mesmo doente o ser humano é um ser altamente sociável e fala prá caramba da vida alheia.

No final do dia, já estava combinado que a senhora nos traria um ensopado de carne bastante temperado após o Natal. (só de pensar deu água na boca).

Também no final do dia fui autorizado a assumir meu posto no quarto J24.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Somente para passar o tempo....

Oi gente,

dedico a vocês este blog. A vocês que estão em suas casas ou no trabalho, dormindo em seus colchões ortopédicos de última geração, com travesseiros de pena de ganso (ui), comendo no "maravilhoso" bandeijão com direito até a cozinha-show. Vocês que irão pegar praia nos finais de semana, fazer caminhadas, jogar futebol e, é claro, tomar todas no Triângulo.

Afinal vou ficar, no mínimo, 30 dias de molho num hospital. Mas para que todos entendam, tenho que começar o relato pelo ponto certo: o início.

No dia 18/10 eu tive uma forte dor de cabeça acompanhada de enjoo e desorientação geral. Nos 40 dias seguintes a situação só piorou pois passei a apresentar outros sintomas e muita febre. Depois de uma infinidade de consultas, exames, entradas e saídas de hospitais (nesse ponto eu já estava desistindo), descobriram o que eu tenho: uma infecção causada por bactérias dentro do coração - Endocardite Infecciosa.

Beleza. Agora é só me internar, passar os dias tomando antibióticos, fazendo exames de sangue (com agulhas de diversos tamanhos), usando a "cumadre", preso no quarto quase sem mobilidade, asistindo Mais Você, Sessão da Tarde e Vale a Pena ver de Novo. Fácil, fácil.....

Mas não se preocupem, será tudo muito divertido. Os eventos relatados misturarão realidade e ficção e os nomes serão trocados para preservar as pessoas, afinal, o pessoal aqui é muito competente, mas é muito engraçado também.

Vamos lá ?