
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Família

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
O coração
Como é um coração
Para aqueles que nao tem idéia do que eu tenho, segue uma "foto" do meu coração onde aparece bem nítida a tal "vegetação de bactérias".

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
É tempo de Natal

Lá pelas 21:00h, festa encerrada, Andréa e Mariana para casa. Natália resolveu ficar comigo no hospital. O que posso dizer: "amazing".
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Sufoco...
Hoje o dia não começou legal. Recebemos a notícia de que minha filha caçula estava passando muito mal com sinusite, bronquite e muita febre. Em segundos, a Andréa decidiu voltar a Guarapari para verificar de perto o que estava havendo e, se fosse o caso, trazer as meninas para Vitória. Isso complicaria um pouco os coisas pois a Andréa terá que se desdobrar entre a Mariana e eu. domingo, 21 de dezembro de 2008
Conhecendo a vizinhaça
De um modo geral os sábados e domingos são especialmente tediosos. A gente se acostuma a sair de casa, passear pelo parque, ir para a praia, etc e quando tem que ficar imobilizado a sensação de aborrecimento aumenta significativamente.Apesar de já ter sido liberado para dar passeios curtos na área externa do hospital, não há muito para se ver. O que faz a diferença no cenário é uma fonte, simples, pequena, mas que traz uma sensação muito boa paz e tranquilidade. Uso estes momentos para avaliar o que realmente vale a pena na vida.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Flores e Enfermeiras
Desculpem-me os leitores assíduos, mas ontem eu não tinha inspiração para escrever nada. Além disso, não ocorreu nada que merecesse nota, mesmo porque quase não saí do quarto. 

terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Cada nome....
Hoje o editorial é sobre esportes. Existe um time de futebol em que vários maridos de enfermeiras jogam e cujo nome é levemente sugestivo: o Pinto Murcho.Quem contou esta estória foi a menina que faz a limpeza dos quartos que estava reclamando do cansaço porque teve que ficar boa parte da noite acordada na festa do Pinto Murcho junto com o marido.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Lição de Vida
Neste final de semana tive a oportunidade de conversar com diversas pessoas que estão acompanhando pacientes. Percebe-se então que a doença iguala a todos a uma mesma condiçao de fragilidade e necessidades. Conversas triviais nos corredores tornam-se extremamente importantes para que todos possamos nos sentir amparados, elas afastam a solidam causada pelo isolamento dos quartos. São muitas histórias de vida, de sucessos, de fracassos e arrependimentos, de alegrias e tristezas. Assim é o dia a dia de quem está num hospital. Mas uma dessas histórias em especial me deixou a pensar sobre a forma como encaro a vida. Num dos quartos próximos ao meu, há um casal de meia idade onde a senhora está em coma vegetativo sem nenhuma condição de recuperação. O marido a acompanha diariamente e auxilia nas tarefas que o hospital não realiza mais para este tipo de paciente. Ele é EXCEPCIONAL. Nunca vi ninguém encarar a vida de forma tão positiva, tão altiva, mesmo diante de adversidade e sacrifícios tão intensos.
"Não faz sentido eu abandonar agora a pessoa que amei a vida inteira. Ela precisa de mim e eu preciso dela. Afinal, amor é isso, não é?"
Ontem passei a tarde pensando a respeito dessa frase. A morte não é o grande mal, o abandono e o desprezo é que tornam a vida miserável.
domingo, 14 de dezembro de 2008
Quem cuida de quem
Astrogilda e Dionésia - duas enfermeiras do bem que quase sempre me atendem juntas. Elas medem pressão, coletam sangue, me acompanham no eletro, nas radiografias. Muito competentes e atenciosas.sábado, 13 de dezembro de 2008
Que a Força esteja com você
Logo na primeira noite já fui entubado (no bom sentido). Soro com antibiótico a cada 6 horas.Na quarta e quinta a rotina seguiu da mesma forma, exames, troca de soro, noites sem dormir e mal estar em função do antibiótico. Mas a febre e os sintomas desapareceram.
Mas voltando ao assunto principal, as enfermeiras do lado bom da força precisam reavaliar o contingente. Na quinta pela manhã, uma dupla delas veio medir minha pressão e temperatura. No meio da operação olha a conversa de bêbado que rolou:

Enfermeira: E aí, como vai a diurese?
Aí não teve jeito, e eu respondi: FIlha, não conheço nenhuma diurese.
A companheira dela começou a rir e ela ficou roxa de vergonha, ao mesmo tempo em que tentava me explicar de forma mais simples:
Enfermeira: Já fez xixi hoje?
Eu: Ahhh. Já sim senhora.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Somente para passar o tempo....
Oi gente,
dedico a vocês este blog. A vocês que estão em suas casas ou no trabalho, dormindo em seus colchões ortopédicos de última geração, com travesseiros de pena de ganso (ui), comendo no "maravilhoso" bandeijão com direito até a cozinha-show. Vocês que irão pegar praia nos finais de semana, fazer caminhadas, jogar futebol e, é claro, tomar todas no Triângulo.
Afinal vou ficar, no mínimo, 30 dias de molho num hospital. Mas para que todos entendam, tenho que começar o relato pelo ponto certo: o início.
No dia 18/10 eu tive uma forte dor de cabeça acompanhada de enjoo e desorientação geral. Nos 40 dias seguintes a situação só piorou pois passei a apresentar outros sintomas e muita febre. Depois de uma infinidade de consultas, exames, entradas e saídas de hospitais (nesse ponto eu já estava desistindo), descobriram o que eu tenho: uma infecção causada por bactérias dentro do coração - Endocardite Infecciosa.
Beleza. Agora é só me internar, passar os dias tomando antibióticos, fazendo exames de sangue (com agulhas de diversos tamanhos), usando a "cumadre", preso no quarto quase sem mobilidade, asistindo Mais Você, Sessão da Tarde e Vale a Pena ver de Novo. Fácil, fácil.....
Mas não se preocupem, será tudo muito divertido. Os eventos relatados misturarão realidade e ficção e os nomes serão trocados para preservar as pessoas, afinal, o pessoal aqui é muito competente, mas é muito engraçado também.
Vamos lá ?

